Voltar para a home
Cinema, Terror Laura Arakak

O Sorveteiro: terror gore e absurdo que resgata o espírito do cinema B

O Sorveteiro aposta no terror, no gore e no absurdo para criar uma experiência inspirada nos filmes B de terror dos anos 80. Com uma estética grotesca e caricata, o longa se destaca pela atuação de Ari Millen como um vilão ameaçador e por abraçar completamente sua proposta de cinema trash.

O Sorveteiro: terror gore e absurdo que resgata o espírito do cinema B — imagem de capa da crítica sobre Cinema, Terror
O Sorveteiro: terror gore e absurdo que resgata o espírito do cinema B · Cinema, Terror · Cultura Pop Mix

Um terror que não se leva a sério

O Sorveteiro é um filme que não parece preocupado em ser levado a sério — e talvez seja justamente aí que esteja seu maior charme.

A produção aposta no terror, no gore e no absurdo, resgatando o espírito dos filmes fantásticos de baixo orçamento dos anos 80. A estética grotesca e caricata combina com a proposta e pode agradar especialmente aos fãs de produções mais exageradas e fora do convencional.

Ari Millen é um dos grandes destaques

Ari Millen em “O Sorveteiro”
Ari Millen em “O Sorveteiro”

Um dos principais destaques do filme é Ari Millen, que interpreta o vilão.

Mesmo sendo um personagem mudo e sombrio, o ator consegue transmitir uma presença ameaçadora principalmente por meio da linguagem corporal. Seus movimentos, expressões e postura fazem com que o personagem seja intimidador mesmo sem precisar de muitos diálogos.

É uma atuação que entende perfeitamente a proposta exagerada do longa.

Crianças como ameaça

Imagem do filme “O Sorveteiro”
Imagem do filme “O Sorveteiro”

A premissa também é um dos elementos mais interessantes de O Sorveteiro.

A ideia de colocar crianças como ameaças violentas aos adultos cria situações bastante inusitadas e funciona principalmente quando o filme abraça completamente o gore e o absurdo.

Em vez de tentar construir um terror realista, a produção aposta no exagero e transforma a violência em parte do espetáculo.

Polêmica com o uso de Inteligência Artificial

A produção recebeu muitas críticas depois que foi revelado o uso de Inteligência Artificial generativa na pós-produção e na finalização das imagens. O resultado acabou causando uma aparência estranha e pouco natural, conhecida como “vale da estranheza”, o que incomodou muitos espectadores, principalmente aqueles que defendem uma produção cinematográfica mais artesanal.

Violência gratuita

Apesar de algumas mortes serem criativas e surpreendentes, em certos momentos a produção parece exagerar na violência apenas para causar impacto. Algumas cenas acabam ficando apelativas ou repetitivas, fazendo com que o excesso de violência perca um pouco do efeito e da importância dentro da história.

O charme do cinema B

Outro mérito de O Sorveteiro está justamente no resgate do chamado cinema B.

O longa apresenta uma atmosfera que remete aos filmes fantásticos e de terror dos anos 80, com personagens caricatos, situações grotescas e pouco compromisso com o realismo.

Para quem gosta desse tipo de produção, essas características funcionam muito mais como um atrativo do que como um defeito.

Veredito

O Sorveteiro funciona melhor quando abraça completamente sua própria bizarrice.

Não é um filme que busca reinventar o gênero do terror, mas entrega uma experiência divertida, exagerada e propositalmente grotesca.

A atuação de Ari Millen é um dos grandes destaques, enquanto a estética e a proposta de cinema B ajudam a criar uma identidade própria para o longa.

Para quem gosta de terror trash, gore e produções inspiradas no cinema fantástico dos anos 80, O Sorveteiro pode ser uma boa pedida.

Assista o trailer aqui

Acessar link

MAIS SOBRE O SORVETEIRO