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Cinema, Comédia, Romance Cathy Herbella

Crítica: Muito Prazer

Um homem herda um motel decadente e, ao lado de uma antiga funcionária e uma especialista em internet, encontra uma maneira inusitada de tentar salvar o negócio.

Uma premissa inusitada

Foto dos bastidores de “Muito Prazer”
Foto dos bastidores de “Muito Prazer”

Muito Prazer acompanha Rubem (Daniel de Oliveira), um motorista de aplicativo que recebe uma herança inesperada: o Motel Pérola, um estabelecimento antigo e praticamente em ruínas. Ao chegar ao local, ele descobre que Grace (Luisa Arraes), uma ex-funcionária, ainda vive em uma das suítes.

Sem dinheiro para recuperar o motel e com diversas dívidas, os dois se unem a Nalva (Samantha Jones), que tem conhecimentos de internet, para encontrar uma maneira de ganhar dinheiro. É quando surge a ideia de utilizar câmeras escondidas para registrar os clientes e vender os vídeos para sites adultos.

A premissa, por si só, é bastante diferente e poderia render uma comédia interessante sobre privacidade, internet, pornografia e os limites da exposição na era digital. O problema é que, para mim, a execução não funcionou.

Uma história que não me cativou

Confesso que não gostei muito do filme. A história não conseguiu me prender e, em diversos momentos, tive a sensação de que a produção não sabia muito bem para onde queria levar a narrativa.

A ideia de colocar câmeras escondidas dentro de um motel foi algo que me incomodou bastante. Mesmo dentro da proposta de comédia do filme, achei a situação extremamente inadequada, principalmente por envolver a intimidade de pessoas que não sabem que estão sendo filmadas.

O filme tenta transformar essa situação em humor e em uma maneira de os personagens conseguirem dinheiro, mas, para mim, foi justamente um dos elementos que mais dificultou minha conexão com a história.

Também achei o conteúdo sexual excessivo. Apesar de a classificação indicativa oficial ser 14 anos, senti que a quantidade de situações envolvendo sexo e pornografia torna o filme pouco adequado para um público mais jovem.

Personagens e atuações

Imagem do filme “Muito Prazer”
Imagem do filme “Muito Prazer”

Daniel de Oliveira interpreta Rubem, o protagonista que acaba herdando o motel e se envolve em toda essa situação. O ator faz um bom trabalho e consegue trazer humanidade para um personagem que se vê diante de uma situação completamente inesperada.

Luisa Arraes interpreta Grace, ex-funcionária do motel que continua vivendo no local. Achei a personagem interessante e gostei da maneira como Arraes constrói sua personalidade.

Já Samantha Jones, como Nalva, foi uma das personagens que mais chamou minha atenção. Ela é responsável por boa parte das ideias que movimentam a história e traz um humor diferente para o trio.

E preciso mencionar a Grace Super Hot, que achei uma ideia até engraçada dentro da proposta do filme. É um daqueles elementos que acabam chamando atenção justamente pelo absurdo da situação.

Uma comédia que não funcionou para mim

Muito Prazer é apresentado como uma comédia romântica, com elementos de humor e erotismo, e essa mistura poderia funcionar muito bem. Porém, não consegui me envolver com a história.

Eu esperava encontrar algo mais leve quando assisti ao trailer. Pela divulgação, imaginei que seria uma comédia romântica mais convencional, mas o filme acabou seguindo por um caminho bem diferente do que eu imaginava.

Não considero necessariamente um problema um filme surpreender o público, mas, neste caso, a surpresa não funcionou para mim. A história não conseguiu me cativar e algumas das situações apresentadas acabaram me afastando ainda mais da narrativa.

Veredito

Muito Prazer tinha uma premissa que poderia render uma discussão interessante sobre internet, intimidade, pornografia e exposição, mas não foi uma história que conseguiu me conquistar.

Achei o filme inadequado em diversos momentos, principalmente pela ideia das câmeras escondidas no motel e pelo excesso de conteúdo sexual. Mesmo sendo oficialmente classificado para maiores de 14 anos, pessoalmente acredito que é uma produção voltada para um público bem mais maduro.

Apesar de reconhecer o talento do elenco e de ter achado alguns elementos, como a Grace Super Hot, divertidos, no final das contas a história não me pegou.

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