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Cinema, Comédia e Super-heróis Cathy Herbella

Overman

Um super-herói brasileiro enfrenta crises pessoais e profissionais enquanto tenta recuperar seu espaço e descobrir seu verdadeiro propósito.

Um super-herói bem diferente do esperado

Overman
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Confesso que nunca tinha lido os quadrinhos de Overman, nem conhecia muito sobre o personagem antes de assistir ao filme. Por isso, fui descobrir esse universo diretamente nas telas, sem saber exatamente o que esperar.

O longa é baseado no personagem criado pela cartunista brasileira Laerte Coutinho em 1998. Diferentemente dos super-heróis tradicionais, Overman é uma figura cheia de problemas pessoais, inseguranças e contradições. A proposta é justamente brincar com os clichês dos heróis clássicos e aproximá-los da realidade brasileira. Mesmo entendendo essa intenção, achei algumas situações do filme inadequadas, principalmente porque eu imaginava que um personagem vindo dos quadrinhos teria uma abordagem mais infantil. Na produção, porém, Overman bebe, frequenta festas e se envolve em situações adultas, incluindo prostituição.

Essa diferença entre os nomes aparentemente infantis dos personagens e o conteúdo apresentado me causou bastante estranhamento. Entendo que a proposta seja satírica, mas acredito que vale deixar claro que o filme não é necessariamente voltado para crianças só porque seu protagonista veio dos quadrinhos.

Caco Ciocler como Overman

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O protagonista é interpretado por Caco Ciocler, ator brasileiro conhecido por trabalhos no cinema, na televisão e no teatro. No filme, ele dá vida a um super-herói que está longe de ser perfeito e que precisa lidar com suas próprias frustrações. Achei o Overman um personagem bastante triste e, em alguns momentos, até chato. Em vez de ser aquele herói inspirador que estamos acostumados a acompanhar, ele demonstra insegurança, egoísmo e dificuldade para lidar com a própria vida.

Outro detalhe que me chamou a atenção foi o físico do personagem. Achei o Overman musculoso até demais! 😂 Seu visual exagerado combina com a proposta de parodiar os super-heróis tradicionais, mas também contribui para o estranhamento que senti durante o filme.

E preciso confessar uma coisa: terminei o filme curiosa para ver o rosto de Caco Ciocler sem a máscara! Como não conhecia muito o ator antes, fiquei com vontade de pesquisar mais sobre ele depois da sessão.

Os personagens e o humor

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Além do protagonista, um dos personagens de que mais gostei foi Ésquilo, interpretado por Victor Lamoglia. Ele é o amigo e companheiro de Overman e acaba trazendo momentos divertidos para uma história que, em várias partes, achei um pouco pesada e melancólica. Também achei a namorada de Overman bastante estranha. Algumas relações e situações apresentadas no filme são tão diferentes do que eu esperava que fiquei sem saber exatamente como reagir em determinados momentos.

Apesar disso, gostei de como o humor aparece em meio aos problemas do protagonista. Nem todas as piadas funcionaram para mim, mas o amigo de Overman foi um dos elementos que mais me divertiram.

As cenas de ação e o final

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As partes de que mais gostei foram as cenas de ação. Elas trouxeram mais movimento para a história e foram os momentos em que consegui me envolver mais com o lado de super-herói da produção.

Também achei o final emocionante. Mesmo tendo considerado Overman um personagem triste e um pouco cansativo em alguns momentos, gostei da mensagem que a história apresenta no encerramento.

Para mim, foi justamente essa mensagem que ajudou a dar mais sentido à trajetória do protagonista. Por trás das situações absurdas e do humor, existe uma reflexão sobre inseguranças, ego e a necessidade de encontrar um propósito para a própria vida.

Fiquei curiosa para conhecer os quadrinhos

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Uma das coisas interessantes de Overman é que o filme me deixou com vontade de conhecer a obra original de Laerte.

Como nunca tinha lido as tirinhas, não consigo comparar diretamente a adaptação com os quadrinhos. Fiquei curiosa para descobrir se o humor, os comportamentos dos personagens e as situações adultas também aparecem dessa maneira nas histórias originais ou se foram modificados para o cinema.

A adaptação foi desenvolvida para transformar as tirinhas em uma narrativa de longa-metragem, atualizando elementos do personagem para o público contemporâneo. Acredito que ler os quadrinhos pode me ajudar a entender melhor a proposta de Laerte e perceber as diferenças entre as duas versões.

Veredito

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Overman foi uma experiência bastante diferente do que eu esperava. Nunca tinha conhecido o personagem nem lido os quadrinhos, e algumas escolhas do filme me causaram estranhamento, principalmente a mistura entre uma aparência de super-herói de quadrinhos e situações adultas envolvendo bebida, festas e prostituição.

Achei o protagonista muito triste e, em alguns momentos, chato. Por outro lado, gostei das cenas de ação, achei o amigo de Overman engraçado e me emocionei com a mensagem do final.

Também fiquei curiosa para conhecer melhor Caco Ciocler e descobrir como o personagem funciona nos quadrinhos de Laerte. Talvez a leitura me ajude a compreender melhor o humor e as escolhas que aparecem na adaptação.

No geral, recomendaria Overman principalmente para adolescentes mais velhos e adultos que gostam de comédias satíricas e super-heróis fora do padrão. É importante lembrar que o filme contém situações e temas adultos, portanto não o considero uma produção infantil.

Mesmo com as ressalvas, terminei a sessão curiosa para descobrir mais sobre esse universo brasileiro de super-heróis.