KATSEYE: Wild Hearts mostra a trajetória de um fenômeno que está apenas começando
KATSEYE: Wild Hearts acompanha a trajetória de Daniela, Lara, Manon, Megan, Sophia e Yoonchae desde a formação do grupo no projeto Dream Academy até a transformação do KATSEYE em um fenômeno global. O documentário combina imagens de bastidores, entrevistas e momentos pessoais das integrantes, abordando fama, pressão, saúde mental e a relação especial do grupo com seus fãs, os Eyekons.

KATSEYE: Wild Hearts: uma carta de amor aos fãs e à história de um grupo que ainda tem muito para conquistar
Se tem uma coisa que KATSEYE: Wild Hearts deixa clara é que o KATSEYE cresceu muito rápido.
Formado a partir do projeto Dream Academy, criado pela HYBE em parceria com a Geffen Records, o grupo reúne seis integrantes de diferentes nacionalidades: Daniela Avanzini, Lara Raj, Manon Bannerman, Megan Skiendiel, Sophia Laforteza e Yoonchae Jeong. Desde o início, a proposta era criar um grupo global que misturasse diferentes culturas e referências musicais. (CNN Brasil)
E, olhando para tudo o que elas conquistaram em tão pouco tempo, é impressionante perceber a transformação.
Do Dream Academy ao fenômeno KATSEYE
O documentário mostra um pouco dessa caminhada e como aquelas garotas que estavam começando a descobrir o que seria o KATSEYE se transformaram em um dos grupos femininos mais comentados da nova geração.
Depois do Dream Academy e da estreia, vieram músicas que conquistaram o público, apresentações, turnês, campanhas, festivais e uma base de fãs cada vez maior.
E eu gosto muito das músicas do KATSEYE. É muito legal ver como elas foram encontrando a própria identidade musical ao longo dessa trajetória e como cada nova era parece mostrar uma versão diferente do grupo.
Wild Hearts funciona justamente como um registro desse crescimento e também como uma forma de as próprias integrantes contarem a história delas.
Uma carta de amor aos Eyekons
Uma das coisas que mais gostei no filme foi perceber o quanto elas gostam e valorizam os fãs.
Os Eyekons têm uma presença muito importante no documentário, e fica evidente que as integrantes enxergam o público como parte da história que estão construindo.
Para mim, isso deixa o filme muito mais pessoal. Não é apenas “olha tudo o que conquistamos”, mas também “olha quem esteve com a gente durante esse caminho”.
O documentário traz vídeos dos fãs, momentos de shows e diferentes demonstrações desse relacionamento entre o grupo e seu fandom. A própria proposta do filme é celebrar essa conexão entre o KATSEYE e os Eyekons. (Rotten Tomatoes)
Saúde mental também precisa fazer parte dessa conversa
Outro ponto que gostei bastante foi o espaço dado para saúde mental.
Por trás das coreografias, músicas, figurinos e grandes apresentações, existem seis garotas lidando com pressão, exposição, críticas, expectativas e com a velocidade absurda com que suas vidas mudaram.
Megan, principalmente, fala sobre questões relacionadas à saúde mental e sobre como é importante cuidar de si mesma. Esse tipo de conversa é muito importante, especialmente quando estamos falando de artistas tão jovens que passaram a viver sob uma enorme exposição pública.
O documentário mostra que o sucesso também tem um preço e que nem sempre é fácil lidar com tudo isso. (Na Coreia Tem)
Manon faz falta
E não tem como assistir a Wild Hearts sem sentir que Manon faz falta.
Ela é uma parte muito importante da história do KATSEYE, e sua ausência durante este momento do grupo acaba sendo sentida. Atualmente, Manon está afastada das atividades do grupo por questões relacionadas à sua saúde e bem-estar. (Cosmopolitan)
Por isso, fiquei feliz de pelo menos conseguir vê-la em alguns momentos do filme, principalmente nas imagens de bastidores registradas durante a trajetória do grupo.
Ao mesmo tempo, senti falta de ter mais da Manon. Ela aparece, mas sua presença é muito mais limitada do que a das outras integrantes, algo compreensível diante do momento atual, mas que ainda assim deixa aquela sensação de que faltou uma parte importante da história.
Ainda assim, gostei de ver o carinho das integrantes por ela e de perceber o quanto Manon é importante para o grupo. (E! Online)
Uma experiência divertida para os fãs
Como fã do KATSEYE, eu gostei muito de assistir ao filme.
É divertido rever momentos importantes da carreira delas, acompanhar bastidores e ver um pouco do que acontece por trás das apresentações que normalmente vemos apenas prontas.
Também gostei de perceber o quanto elas mudaram desde o começo. A confiança, a presença de palco e a própria maneira como falam sobre suas carreiras mostram o crescimento que tiveram.
E acho que Wild Hearts consegue transmitir uma mensagem importante: o KATSEYE ainda está no começo.
Mesmo com tudo o que já conquistaram, ainda existe muita coisa para acontecer.
O problema foi a sessão…
Agora preciso fazer uma reclamação que não tem exatamente a ver com o filme, mas que infelizmente afetou um pouco a minha experiência: a sessão em que assisti estava cheia de crianças muito pequenas.
Durante boa parte da exibição, algumas ficavam gritando, dançando, levantando das cadeiras e conversando. Eu entendo completamente a empolgação — afinal, elas estavam vendo suas artistas favoritas no cinema —, mas isso acabou atrapalhando bastante quem estava tentando acompanhar o documentário.
E foi uma pena, porque Wild Hearts tem momentos mais emocionais e conversas que precisam de atenção. Então, para mim, a experiência teria sido muito melhor em uma sessão mais tranquila.
Veredito
KATSEYE: Wild Hearts é um documentário feito principalmente para quem quer conhecer um pouco mais do universo do KATSEYE e entender como o grupo se transformou de um projeto do Dream Academy em um fenômeno global.
Gostei muito de ver a relação delas com os fãs, das conversas sobre saúde mental e, principalmente, de acompanhar o crescimento das seis integrantes.
Também fiquei feliz de ver um pouco da Manon, mesmo sentindo bastante a falta dela durante o filme.
Como fã, foi muito especial poder acompanhar mais um capítulo da história do KATSEYE e rever momentos que mostram o quanto elas evoluíram.
Apesar disso, senti que o documentário poderia ter ido um pouco mais fundo em alguns assuntos. Em determinados momentos, ele parece mais uma celebração da carreira e dos fãs do que uma investigação realmente profunda sobre tudo o que elas viveram. Algumas críticas também apontam justamente essa falta de profundidade em determinados temas. (San Francisco Chronicle)
E, claro, minha experiência na sala também acabou sendo prejudicada pelo comportamento de parte do público.
Ainda assim, saí feliz de ter assistido. 💗
###Minha nota: 3/5 ⭐
Eu gosto muito do KATSEYE e das músicas delas, então foi muito legal poder vê-las no cinema e acompanhar um pouco mais dessa trajetória.
Espero muito que elas continuem crescendo, conquistando novos públicos e contando suas próprias histórias — porque, depois de tudo o que já fizeram, tenho a sensação de que essa é só a primeira parte da história do KATSEYE.
