Da Magia à Sedução
Duas irmãs descendentes de uma longa linhagem de bruxas precisam enfrentar uma antiga maldição familiar que impede as mulheres da família de viverem um amor sem consequências.
Uma história sobre magia e amor

Da Magia à Sedução acompanha as irmãs Sally (Sandra Bullock) e Gillian Owens (Nicole Kidman), duas mulheres que fazem parte de uma família de bruxas. Elas foram criadas pelas tias Frances (Stockard Channing) e Jet (Dianne Wiest), que também são responsáveis por ensinar às meninas sobre seus poderes e sobre a história da família.
Mas existe uma maldição que acompanha as mulheres Owens há gerações: qualquer homem que se apaixone verdadeiramente por uma delas está destinado a morrer.
Achei essa ideia muito interessante e, ao mesmo tempo, muito trágica. Afinal, para as personagens, o amor deixa de ser algo simplesmente bonito e passa a ser também uma ameaça. Gostei bastante de como o filme trabalha esse conflito, principalmente porque Sally e Gillian lidam com a maldição de maneiras completamente diferentes.
Sally é mais reservada e tenta se afastar da magia, buscando uma vida aparentemente normal. Já Gillian é mais impulsiva, livre e apaixonada, e não tem o mesmo medo de se envolver com outras pessoas.
Sally e Gillian

Para mim, a relação entre as duas irmãs é um dos pontos mais interessantes do filme.
Apesar de serem muito diferentes, existe uma ligação muito forte entre elas. Gillian é mais aventureira e acaba se envolvendo com Jimmy Angelov (Goran Višnjić), um homem agressivo e perigoso. Quando a situação foge completamente do controle, Sally precisa deixar de lado o desejo de viver uma vida normal e voltar a usar a magia para proteger a irmã.
É nesse momento que a história fica ainda mais intensa. O que começa como uma fantasia sobre duas bruxas acaba se transformando em uma história sobre família, proteção e até onde alguém iria para salvar quem ama.
Também gostei de perceber que, apesar de toda a magia, as personagens possuem problemas muito humanos. Sally tem medo de se apaixonar por causa da maldição, enquanto Gillian parece enxergar o amor de uma forma muito mais intensa e impulsiva.
Uma maldição muito triste
A ideia de que as bruxas não podem se apaixonar profundamente sem colocar a vida do homem amado em risco foi uma das coisas que mais me chamou atenção.
Ao mesmo tempo em que achei interessante, também fiquei com muita dó delas. É muito triste imaginar viver sabendo que algo tão bonito quanto se apaixonar pode acabar causando uma tragédia.
Sally tenta evitar isso a qualquer custo e acaba criando uma espécie de proteção emocional ao redor dela. É como se, para não perder alguém, ela acreditasse que o melhor seria simplesmente não amar.
Mas o filme mostra justamente que não é tão simples assim.
Sandra Bullock e Nicole Kidman

Um dos grandes destaques de Da Magia à Sedução é a química entre Sandra Bullock e Nicole Kidman.
Sandra Bullock interpreta Sally com uma personalidade mais delicada, reservada e insegura, enquanto Nicole Kidman traz para Gillian uma energia muito mais divertida, impulsiva e espontânea. A diferença entre as duas funciona muito bem e deixa a relação das irmãs ainda mais interessante.
E é muito legal assistir a um filme mais antigo com duas atrizes que continuaram tendo carreiras enormes em Hollywood.
Sandra Bullock já estrelou produções como Velocidade Máxima, Enquanto Você Dormia, Miss Simpatia, Um Sonho Possível, Gravidade e A Proposta. Já Nicole Kidman construiu uma carreira extremamente diversificada, com trabalhos como Moulin Rouge!, Os Outros, As Horas, Dogville e Big Little Lies.
Também gostei muito de Stockard Channing e Dianne Wiest como as tias Frances e Jet. Elas trazem um lado mais divertido para a história e são responsáveis por boa parte da conexão das meninas com a magia e com a tradição da família.
Outro destaque é Aidan Quinn, que interpreta Gary Hallet, o policial que começa a investigar os acontecimentos envolvendo Jimmy e acaba se aproximando de Sally.
Um filme com a cara dos anos 90
Também gostei muito da experiência de assistir a um filme de outra época.
Da Magia à Sedução foi lançado em 1998 e tem uma estética muito característica dos anos 90. O filme mistura fantasia sobrenatural, romance, comédia e até elementos de suspense, criando uma combinação bastante diferente.
Gostei dessa sensação de assistir a uma produção que já tem quase três décadas e ainda consegue apresentar uma história que funciona. Existe um charme próprio nos filmes daquela época, principalmente na maneira como os personagens e os relacionamentos são construídos.
Além disso, o filme é baseado no romance Practical Magic, escrito por Alice Hoffman e publicado em 1995, três anos antes da adaptação chegar aos cinemas.
Uma história sobre família
Apesar de toda a magia, para mim o coração do filme está na relação entre as mulheres da família Owens.
Sally e Gillian precisam lidar com uma herança que não escolheram e com uma maldição que influencia diretamente suas vidas amorosas. Mesmo assim, elas continuam tendo umas às outras.
E acho bonito que o filme mostre que a magia não está apenas nos feitiços. Ela também está na família, no amor entre irmãs e na capacidade de proteger quem amamos.
Veredito
Gostei muito de Da Magia à Sedução. Achei a história interessante, principalmente pela ideia da maldição que impede as mulheres da família Owens de viverem plenamente um grande amor.
Ao mesmo tempo em que achei a ideia muito criativa, também fiquei com muita dó das personagens, porque é realmente trágico pensar que se apaixonar profundamente pode significar perder a pessoa amada.
Gostei bastante das personagens, principalmente de Sally e Gillian, e achei muito interessante acompanhar como duas irmãs tão diferentes conseguem se completar. Também foi muito legal assistir a Sandra Bullock e Nicole Kidman juntas em um filme dos anos 90 e conhecer um pouco mais sobre uma produção que se tornou tão marcante dentro da fantasia.
No fim, Da Magia à Sedução é uma mistura de magia, romance, comédia e drama que fala, acima de tudo, sobre amor, família e a coragem de não deixar que o medo impeça alguém de viver.





